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Saturday, December 25, 2021

Quem são as silhuetas no final do "Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa"?

 O artigo a seguir contém spoilers importantes de "Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa".

"Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa" pode ter apenas um dos finais mais emocionalmente devastadores de qualquer filme ambientado no Universo Cinematográfico da Marvel. E isso realmente diz algo quando se considera "Avengers: Infinity War".

"Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa" conclui com o multiverso se separando e o Doutor Strange (Benedict Cumberbatch) fazendo tudo ao seu alcance para impedi-lo de desmoronar. Rachaduras se formam no céu, e podemos ver as silhuetas de vários personagens prontos para entrar nesta dimensão. É neste ponto que Peter Parker (Tom Holland) tem uma revelação: eles podem evitar que o multiverso seja rompido, fazendo com que Strange altere o feitiço que ele deveria fazer no início do filme. No entanto, fazer o mundo esquecer que Peter Parker é o Homem-Aranha não será suficiente; o Feiticeiro Supremo precisa fazer com que o mundo se esqueça totalmente de Peter, incluindo aqueles que ele mais ama.

Depois de uma despedida chorosa de M.J. (Zendaya) e Ned (Jacob Batalon), o feitiço se completa, selando as entradas em nossa realidade e tornando Peter um Zé Ninguém. Em meio a todas as lágrimas que os espectadores, sem dúvida, tiveram ao assistir a sequência, é compreensível se você perdeu algumas das aparições dentro das portas interdimensionais. Eles são difíceis de distinguir, mas se você olhar bem de perto, poderá ver algumas aparições surpreendentes em uma reassistida.

Rhino, Scorpion e Kraven the Hunter são apenas algumas das silhuetas que você encontrará.

No momento em que escrevo isso (dezembro de 2021), não há confirmação sobre quem exatamente estamos vendo nas rachaduras na realidade. À primeira vista, podem até parecer imagens intencionalmente distorcidas, destinadas a dar a impressão de que poderiam ser qualquer pessoa. No entanto, para o observador atento de quadrinhos, algumas dessas silhuetas definitivamente parecem mais reconhecíveis do que outras. 

A figura com maior probabilidade de se destacar na mente dos fãs é uma imagem de Rhino, com uma semelhança impressionante com a versão do personagem que vimos em "The Amazing Spider-Man 2" interpretado por Paul Giamatti. Isso parece sugerir que, em vez de apenas os poucos vilões que vemos em carne e osso em "No Way Home", como Green Goblin (Willem Dafoe), Doctor Octopus (Alfred Molina) e Electro (Jamie Foxx), teríamos conseguido cada antagonista de todas as dimensões concebíveis. 

Isso explicaria algumas das outras figuras mais reconhecíveis nas fendas, com ComicBookMovie.com relatando que alguns vilões que viram incluíam Escorpião e Kraven, o Caçador. Enquanto esses inimigos ainda não se vestiram, houve provocações de que eles poderiam entrar na esfera de ação ao vivo a qualquer momento. Kraven está recebendo seu próprio filme, enquanto Scorpion foi sugerido em "Homem-Aranha: Homecoming". Mac Gargan (Michael Mando), conhecido como Escorpião, aparece na cena pós-crédito do filme, onde tenta descobrir a verdadeira identidade do Homem-Aranha por meio do Abutre (Michael Keaton). Vendo como "No Way Home" termina em uma área onde mais histórias do Homem-Aranha são possíveis, está inteiramente dentro do reino da razão Scorpion aparecer como um verdadeiro vilão em algum ponto.


Monday, September 6, 2021

A armadinha em que muitos atores caem ao interpretar vilões do Batman

 


Já está praticamente estabelecido pela ciência neste momento que a galeria de vilões do Batman é a maior dentre os quadrinhos - há até algumas controvérsias, alguns negacionistas instem em dizer que o título na verdade pertence a galeria do Homem-Aranha, mas enfim, o que ninguém nega é que a do Batman é de longe uma das melhores.

Vilões com personalidades e características gerais complexas, desenvolvidos por diversos roteiristas ao longo de décadas dos quadrinhos, chegando muitas vezes inclusive a ofuscar o cavaleiro das trevas como o personagem mais interessante de sua própria revista.

Mas e quando tais personagens são adaptados a outras mídias? Será que a versão entregue está a altura daquela dos quadrinhos?

No âmbito dos games temos a franquia de jogos que sem dúvida faz um bom trabalho com as caracterizações dos personagens e seleciona muito bem os seus intérpretes de voz, confira a seguir alguns exemplos:



Já no âmbito dos desenhos, tivemos algumas adaptações muito boas, o destaque claro vai para Batman: The Animated Series, icônica série animada dos anos 90 que inclusive foi responsável pela introdução da personagem Arlequina, que somente posteriormente fez a transição para as páginas dos quadrinhos.


Então, qual o problema afinal?

O problema está quando nos deparamos com as versões apresentadas em algumas versões live action de televisão e cinema.

Não vou entrar no mérito de avaliar as versões que ganhamos na série de Batman dos anos 60, seria anacrônico criticar tais versões pelo aquilo que buscavam ser e conseguiram, dentro do contexto daquela produção.


Evidentemente que temos interpretações verdadeiramente louváveis, especialmente na franquia de Christopher Nolan, com destaque especial para o Coringa de Heath Ledger, que fez uma atuação formidável sem precisar desrespeitar seus colegas entregando ratos de presente, mas temos também o Duas Caras de Aaron Eckhart e o Bane de Tom Hardy.

É na franquia de Joel Shumaker que encontramos as versões desastrosas de Bane, Charada, Duas Caras, Hera Venenosa e Mr. Freezer. Um total de cinco vilões icônicos retratados como mini coringas irritantes.

Mas é na série de TV Gotham que encontramos as versões mais sofriveis destes personagens.

Por alguma razão, os interpretes destes personagens nesta série escolhem interpretar absolutamente todos estes personagens ricos e únicos como se fossem versões baratas de um personagem tido como mais icônico: o Coringa/ Joker.

Trata-se do que eu chamo de síndrome de Coringa, atores medíocres perdem boas oportunidades de se destacar na pela de ótimos personagens mas preferem errar o papel e fazer uma péssima interpretação do Joker.



Simplesmente lamentável.





Friday, March 6, 2020

Review: Férias Frustradas (2015)

Quando eu era criança não havia internet em casa e a televisão era uma das poucas opções de entretenimento. Revia os mesmos filmes constantemente, com a franquia Férias Frustradas não foi diferente. Creio ter visto  "Férias frustradas em Las Vegas" pelo menos umas cinco vezes. Não me culpe, a era pré internet era a idade das trevas para qualquer nerd.


Eis que quando a franquia voltou ao cinema em 2015, surfando na onda de reboots/ remakes de propriedades populares nos anos 80, eu nem dei bola. 

Mas outro dia, o filme estava passando na TV e eu resolvi assistir, tendo expectativas muito baixas.

Felizmente, eu acabei gostando, trata-se de um soft reboot, ele não ignora os outros filmes da franquia, de que Rusty, o personagem protagonista interpretado por Ed Helms é um dos principais personagens de toda a série, sendo o filho de Clarck Griswold, que é interpretado por Chevy Chase.

Trata-se de uma comédia bastante despretensiosa, mas que cumpre o que está disposta a ser. Um filme bobo que consegue matar satisfatoriamente alguns minutos do seu dia. Muitas das piadas são de qualidade e eu posso afirmar que este é um dos filmes mais engraçados de toda a franquia.

O elenco ainda conta com a participação do hilário Charlie Day, de It's Always Sunny in Philadelphia. Além de Ron Livingston, muito lembrado por protagonizar a já clássica comédia Como enlouquecer seu chefe.

Não deixe de conferir.

Tuesday, February 25, 2020

Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa (2020) - Não, obrigado

Você já me machucou muito no passado Warner, eu não acredito mais nas suas promessas de blockbusters leves e descontraídos a moda Marvel. 

"Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa (2020)" - e eu vou me referir ao filme deste modo ao longo de todo o texto, porque é este o nome dele -, então, como eu ia dizendo, "Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa (2020)" atiça o meu interesse de ir ao cinema a totalidade de zero.

É uma forma de protesto. Protesto contra o que importa. Contra filmes ruins. 

Eu não vou patrocinar este lixo correndo o risco de incentivar a Warner a fazer mais coisas do gênero filme m*rda.

Mas se for passar na TV, posso até assistir ocasionalmente, sem dar muita atenção ou contribuir financeiramente com tal abominação.

O título: E porque esse título é tão idiota

Se o pessoal do marketing de "Esquadrão suicida" falhou ao não usar mais Batman e Joker - os dois personagens mais famosos do longa - na campanha, o time responsável por divulgar "Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa (2020)" parece ser ainda mais incompetente.

A começar por este titulo bizarro que tenta ser engraçado, mas falha miseravelmente. A versão lusófona do título parece ser literalmente extraída da original: "Birds of Prey: And the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn".

Nos EUA, os cinemas resolveram dar uma banana a Warner e simplesmente mudaram o título do filme para o mais comerciável: “Harley Quinn: Birds of Prey” - que em tradução literal ficaria: "Arlequina: Aves de Rapina". Um título menor e mais digerível para o expectador médio. A personagem mais famosa da película recebe destaque e Birds of Prey/ Aves de Rapina - uma marca pouco conhecida - ficou pra escanteio. 

"Mas nerd, a Marvel fez de 'Guardiões da Galáxia' um grande sucesso, embora fosse uma marca desconhecida". Não da nem pra comparar, na época do primeiro 'Guardiões...' a Marvel já era uma marca estabelecida e respeitada e já tinha um grande público cativo, sem falar que o primeiro Guardiões é um filme razoavelmente bom.

Interessante é que no Brasil os cinemas já estão divulgando o filme como "Arlequina em Aves de Rapina", deveriam ter feito isso desde o inicio, considerando que a maioria do público brasileira é completamente leiga e geralmente os títulos por aqui tendem a ser mais mastigados, explicando melhor do que o filme se trata, em comparação aos títulos originais.

No Chile e na Colombia o filme é titularizado apenas como "Aves de presa", o que meus poderes de portunhol indicam ser a tradução literal de Aves de Rapina. Mas cadê a Arlequina no título? Bom, pelo menos se livraram daquele subtitulo horrível que me causava sintomas de vergonha alheia.

Na Nova Zelândia e na Irlanda, o balde também foi chutado e o filme foi simplesmente titularizado como "Birds of Prey". Acho que ninguém bota fé na Arlequina, deveria?


A emancipação de uma personagem bem irritante

Não me levem a mal, eu estava discorrendo sobre os erros do pessoal do marketing ao dar nome a criança. Acho que Arlequina/ Harley Quinn mereceria destaque num título, ocupando proporcionalmente mais espaço e aparecendo primariamente e não ao final de um subtitulo que muita gente deve desistir de ler no meio do caminho.

Mas Arlequina, particularmente esta versão, é uma personagem definitivamente irritante, já conhecida de outro filmes desastroso, a qual definitivamente eu não quero na minha sopa de protagonistas.

Margot Robbie é uma grande atriz, mas vê-la interpretando este personagem mal escrito é quase tão ruim quanto ver o veterano Tommy Lee Jones dar vida ao vilão Duas Caras.

Arlequina seria uma ótima personagem periférica, mas não alguém que eu queira acompanhar ao longo da maior parte de um filme. Não faz sentido

E as caracterizações? Talvez se Arlequina estivesse realmente caracterizada como a personagem atrairia maior público. Não só ela. De que adianta ter personagens famosos (?) como Black Mask e Huntress se estes não utilizam seus reconheciveis figurinos? Seria como ter um Dr. Octopus sem tentáculos ou um Homem-Aranha sem uniforme. Não vale a pipoca.

Saturday, February 8, 2020

"Coringa" merece o Oscar? Um filme completamente superestimado.

O Oscar é um prêmio que perdeu muita relevância para mim, especialmente nos últimos anos, quando parece que uma agenda politica dominou a premiação e filmes medíocres começaram a abocanhar estatuetas unicamente por tocar a música politicamente correta.

Desse modo, a questão friamente técnica parece ser muito ofuscada por gente da industria do entretenimento se dando tapinhas nas costas em defesa de uma cultura politicamente correta muito questionável.

Não obstante, o filme mediocre até para os padrões da Marvel "Pantera Negra" fora recentemente indicado ao Oscar de melhor filme. Nessas horas vemos a agenda politica do Oscar agindo em sua forma mais desnuda e descarada.

"Coringa" (2019), foi indicado em 11 categorias na edição de 2020. O que é muito para um filme monumentalmente superestimado como este, adolescentes de 14 anos podem achar que esse alto número de indicações é merecido, mas convenhamos que pessoas adultas sabem que algo não cheira bem no reino da Dinamarca.



Evidentemente que poucos vão contestar uma indicação para o visceral Joaquin Phoenix, um ator notadamente muito dedicado em seu trabalho e acho que a sua indicação aqui é especialmente merecida, afinal é preciso ser um ator muito acima da média para tirar uma atuação de qualidade de um material tão raso que é o roteiro de "Joker" (2019).

Mas convenhamos que uma indicação para Todd Phillips - a mente genial por trás da trilogia "Se beber não case" - por melhor direção é algo completamente fora de lugar.

Claro que tantas indicações para "Coringa" não refletem a mesma agenda politica que impera nos bastidores da premiação e fora responsável pela indicação anteriormente mencionada de "Pantera Negra". 

A explicação é outra. 

Me parece que os organizadores do Oscar estão buscando maior sintonia com o público juvenil. 

Em todo caso, questões técnicas continuam sendo ofuscadas por outras que deveriam ser periféricas ou mesmo inexistentes. 

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Em tempo...

Recentemente o Sr. Phoenix, na premiação do BAFTA, criticou um hipotético racismo sistêmico na indústria. Me pergunta, o que espera Sr. Phoenix, que atores sejam nomeados levando-se em conta a cor de pele? 

Enfim,, suspeito que Phoenix esteja lançando uma dessas pra se enturmar na festa e dizer algo como "olhem para mim, eu também sou politicamente correto!".


Saturday, January 25, 2020

Review - Liga da Justiça (2017)

Review livre de spoilers 

Então eu finalmente assisti ao recém lançado Liga da Justiça - Justice League - e devo dizer que o filme não me desapontou, em parte porque minhas expectativas com o universo expandido da DC - UEDC a partir de aqui - estão bem baixas.

Ainda assim, eu diria que "Wonder Woman" ainda é por enquanto o melhor filme do UEDC. Mas este aqui não fica muito atras.

Eu diria que de todos os filmes que assisti de  Zack Snyder este é o que mais foge de seu estilo tradicional, mas há uma explicação para isso:  Joss Whedon - diretor de Vingadores 1 e 2 - tomou as rédeas da direção após Snyder ter tido que se afastar por conta do trágico suicídio de uma de suas filhas. Não se sabe ao certo em que nível Whedon esteve envolvido com o projeto, mas sabe-se que ele refilmou algumas cenas na ausência de seu colega.

Dito isso, para mim este filme se aproxima muito mais da leveza de narrativa conhecida de outros filmes de Joss Whedon do que da densidade de Snyder, embora visualmente os tons escuros de Snyder estejam la - e eu mesmo acredito que os filmes da UEDC não tendem a escapar deste visual já estabelecido - a película se parece muito mais com algo de Whedon.

Resumindo, é um filme de Whedon com cara de Snyder.

A música é primorosa, assinada pelo ótimo Danny Elfman - você deve se lembrar dele por, entre outras coisas, ser o compositor da música tema d'Os Simpsons - Elfman muito sabiamente resgata algumas músicas já conhecidas do público como o tema do filme Batman de 1989, assinado por ele mesmo, o tema clássico de superman, assinado por John Williams, bem como o recente tema do filme solo da mulher maravilha, assinado pelo ótimo Hans Zimmer.

Embora eu tenha notado o crédito dado a mencionada música de Willian, confesso que não a ouvi ao longo do filme! Mas sei que ela é utilizada, pois aparece nos créditos finais, pelos quais tive que pacientemente esperar para assistir a cena pós créditos.

Dito isso, se você sabe em que momento está musica aparece, me diga aí nos créditos.

No fim das contas "Liga da Justiça" é um filme leve, bom para passar o tempo, esta de longe de ser um Christopher Nolan, mas até que é um pequeno entretenimento.

Por hora eu rankiaria os filmes do UEDC do seguinte modo:

1- Wonder Woman
2- Justice League
3- Batman v Superman
4- O Homem de aço
5- Esquadrão suicida

"Você não pode salvar o mundo sozinho"
Bom, até que existe alguém que pode...
Avaliação final

Por ser melhor que  maioria dos filmes da Marvel, mas ainda assim sendo mediocre, eu concedo a "Liga da Justiça" uma nota 3/5, nada mal para um filme de Zack Snyder e/ou Joss Whedon.

Monday, January 20, 2020

Filme "Almas Perversas" (1945)

Christopher Cross é um homem de meia idade com um emprego modesto, casado com uma mulher insuportável, o qual tem sua vida virada de ponta cabeça quando conhece a bela e jovem Katharine 'Kitty' March. 

Katharine seduz Christopher que chega a cometer roubos para atender aos pedidos financeiros de sua amada, mal sabe ele que Katharine somente tem olhos para seu insuportável namorado, o jovem Johnny Prince.

Não quero entregar muito do filme, mas apenas digo que é uma boa pedida, e após assisti-lo com certeza você pensará muitas coisas sobre relacionamentos e o desastre que uma mulher mal intencionada e sedutora pode causar na vida de um homem.

A direção fica a cargo do mestre Fritz Lang.


Filme completo, legendado:




Outro link, sem legendas:





* Originalmente publicado no meu outro blog, Carreira de Concurseiro.

Filmes que assisti nas férias

Quem me conhece sabe que eu sou um grade nerd de games, cinema e quadrinhos, hobbies dos quais me distanciei nos últimos anos por alguns fatores, diria que a questão principal é agenda apertada e também falta de grana - principalmente quanto aos videogames.

Mas nessas férias o que não falta é tempo livre, portanto pude ver alguns filmes que me interessavam, vou fazer uns breves reviews deles e dizer se recomendo ou não. Vamos começar.


Missão: Impossível - Efeito Fallout (2018)


Este aqui é para quem assim como eu é fã de filmes de ação. Já adianto que vou rasgar uma ceda nas próximas linhas.

Se você quer roteiros sofisticados, procure em outro lugar, o que temos aqui é um filme de ação muitíssimo bem executado. Estrelado por Tom Cruise, o cara que parece querer tentar se matar só pra filmar um besteirol.

Eu sou um grande fã do gênero e devo afirmar que a franquia Missão Impossível vai entrar pra década como a melhor do gênero nos anos 2010, colocando a concorrência como 007 no chinelo.

O que mais me incomoda em cenas de ação de muitos blockbusters que vejo por aí, como os filmes da Marvel, é o fato de que a computação gráfica inunda a tela e a impressão que dá é que estamos assistindo desenhos animados. Com Missão Impossível é diferente, tudo que você vê na tela está la mesmo.

Mas admito que o filme não é pra qualquer um, só pros grandes fãs do gênero.


Dois Farristas Irresistíveis (1964)


Clássica comédia de 1964, estrelando o lendário ator Marlon Brando, que surpreendentemente mostra que também tem aptidão para atuar em papeis cômicos.

Me interessei pelo filme porque ele é a  versão original de uma famosa comédia oitentista, "Os Safados" (1988). Infelizmente eu já conhecia a maior parte do roteiro que é idêntico, entretanto, o final é diferente, sendo assim o filme é uma boa pedida, ainda que você conheça a versão de 1988.

Soube que o filme foi novamente refilmado em 2019, sob o título no Brasil de "As Trapaceiras" (2019), o qual tem cara de ter recebido um tratamento feminista, mas pode ser impressão, não vou julgar o filme sem tê-lo assistido.


Entre Facas e Segredos (2019)


Este aqui é para quem gosta de filmes do gênero quem matou, estilo os livros da Agatha Christie. O roteiro é muitíssimo criativo, com algumas reviravoltas interessantes, além de um elenco primoroso, com destaque para Daniel Craig.

O filme parece ter sucumbido a febre de nosso tempo e toca em algumas questões politicas, não vou me aprofundar nestas questões aqui, mas devo dizer, que em grande parte, como liberal concordo com o posicionamento politico que o filme pretende passar, ainda que nestes tempos confusos, a mensagem pareça ser mais digerível por paladares de esquerda.


A Forma da Água (2017)


Eu acredito firmemente que filmes devem ressonar com quem os absorve, se eu não gosto do filme, não me interessa o que o mundo diga, não vou dizer que seja bom, da mesma forma que o efeito contrário pode acontecer, de modo que existem alguns besteirois que eu gosto que mais ninguém parece conseguir tragar. Por exemplo, acho o filme "Joker" (2019) completamente superestimado, mas todo mundo parece discordar de mim. Tendo em vista que recebo respostas até em parte agressivas quando digo que não gosto tanto assim do filme.

Enfim.

Digo isso, para chegar ao ponto de que, a despeito de toda a sacralização deste filme do formidável diretor Guillermo del Toro, simplesmente não vi muita graça no mesmo. O assisti distraidamente na TV enquanto olhava o celular.


Jurassic World: Reino Ameaçado (2018)


Este aqui é bastante fraco, A narrativa não é muito criativa e as cenas de ação sem graça não conseguem salvar o filme.

Dois dos personagens principais são extremamente irritantes, os vilões são caricaturas unidimensionais. Realmente não tenho muito a acrescentar, mas eu disse que falaria sobre todos os filmes que eu assisti nas férias, então...

Ah, só para esclarecer, se você viu o filme, estes são os dois personagens irritantes aos quais me refiro:




Bom, por enquanto é isso, ainda tenho mais férias pela frente, devo assistir mais filmes, qualquer coisa faço uma parte dois ou até atualizo este post.



* Originalmente publicado no me outro blog, Carreira de Concurseiro.

Review: Guardiões da Galáxia Vol. 2 (2017)

Review: Guardiões da Galáxia Vol. 2 (2017)*

Inspirado num post que fiz recentemente, sobre os filmes que eu havia assistido nas férias até então, vou estrear uma nova série por aqui, no qual sempre que assistir a um novo filme - e sempre que possível - falarei sobre o ele. Começarei por Guardiões da Galáxia Vol. 2 (2017).


Guardiões da Galáxia Vol. 2 (2017)


Embora o filme seja de 2017, só fui vê-lo agora (2020), tratava-se de um dos poucos filmes da mega franquia Marvel que eu ainda não havia assistido.

Não me lembro por qual razão não fui assisti-lo no cinema, imagino que o fato de eu não ter sido muito fã do primeiro filmes dos Guardiões, o qual eu acho muitíssimo superestimado. Mas minha opinião não parece ser la muito popular, tendo em vista que o Guardiões 1 possui nota maior no Imdb do que a sua sequência. 

Surpreendentemente este aqui me agradou mais e acredito que seja um de meus filmes favoritos no MCU.

O fato de que a computação gráfica inunda a tela e faz com você esteja necessariamente assistindo a um desenho animado em alguns momentos incomoda um pouco, mas não estraga o filme, que dosa bem emoção com umas piadinhas sem graças tipicas de filmes da franquia.

Destaque maior para o uso das músicas licenciadas, que encaixam muito bem com as imagens da tela.

Recomendo, se você estiver procurando um pouco  de entretenimento leve e não queira nada muito complexo para digerir. 


* Este review foi originalmente publicado no meu outro blog, Carreira de Concurseiro.

Review: A inquilina (2011)


O filme "A inquilina" (2011) conta a história de Juliet Devereau, uma jovem médica em busca de um novo imóvel para morar após terminar com seu ex. Juliet encontra um apartamento espaçoso a um preço acessível, e tem uma boa relação com seu aparentemente simpático e nem um pouco psicótico pacato senhorio. Entretanto, o que parecia ir bem começa a sair dos eixos, quando a protagonista começa a notar algo de errado em seu novo apartamento. Isso porque seu senhorio parece ter desenvolvido uma absurda obsessão por ela. Trata-se de um produção da Hammer Films, estúdio reconhecido pelos gêneros terror e suspense. Apesar da Hammer ser britânica este filme foi filmado em Nova York, nos EUA.

Juliet é interpretada pela ótima atriz Hilary Swank, no entanto, eu confesso que especificamente para este papel acho que cairia melhor uma atriz com maiores dotes físicos, se é que você me entende, mesmo que não seja tão boa interprete quanto a 'menina de ouro', afinal esse filme não oferece muitos desafios interpretativo aos atores. No mais, você pode se empolgar em saber que o veterano ator Christopher Lee está no elenco, mas ele mal aparece no filme, e quando aparece não da pra se dizer que roube a cena... Você pode até se perguntar porque será que Lee aceitou fazer um filme fraco que não acrescentou em nada a seu portfólio, ei, atores consagrados também tem contas a pagar.

Ao final das contas "A inquilina" (2011) é um suspense dos mais básicos, está repletos de clichés típicos do gênero, ou seja, cerveja se você está acostumado a ver filmes desse tipo não há nada de novo aqui, e seu único entretenimento vendo o filme pode ser simplesmente contar os lugares comuns que vão aparecendo no desenrolar da narrativa, bem como um sem número de atitudes estúpidas tomadas pelos mocinhos do filme, ora, sem essas atitudes eles não entrariam em conflito com o antagonista e então não teríamos um filme... Mas prefiro não apontar aqui quais são esses clichês para não entregar spoilers. O que posso dizer é que o filme praticamente não tem roteiro próprio, é uma colagem de clichês.

O ritmo do filme é extremamente lento no inicio, ele simplesmente se arrasta tentando se manter, mas não há muito a contar, a narrativa é bem simples e direta contando com um número muito baixo de personagens, com isso quero dizer que o número de personagens com falas ao longo do filme é menor que a média de um episódio do Chaves. Claro que baixo número de personagens não é necessariamente sinônimo de ruim, mas nesse filme eu vejo como um reflexo da pobreza da narrativa. Resumindo, o filme é chato! É o tipo de filme que você assiste despretensiosamente enquanto faz outra coisa, não do tipo que você se daria ao trabalho de ir assistir no cinema, tanto é que ele foi lançado em um número limitado de cinemas nos EUA, sendo depois lançado diretamente em DVD e agora condenado ao limbo a reprises incessantes na TV à cabo. É um filme ruim, mas infelizmente não é ruim daqueles que você junta uns amigos pra assistir enquanto tiram sarros, nem isso da pra fazer com ele, é um filme pobre, não tem muito a contar ao passar de seus longos 91 minutos de duração.

Em uma escala de 0 a 10, onde 10 é "O iluminado" e 0 é "Emanuelle no Espaço", eu concedo a "A inquilina" (2011) uma nota 4.


Ficha técnica do filme

Titulo: "A inquilina" (2011)
Ano: 2011
Diretor:  Antti Jokinen
Elenco: Hilary Swank, Jeffrey Dean Morgan, Lee Pace, Christopher Lee

Review: Histórias cruzadas


O filme "Histórias Cruzadas" se baseia em um fato real ocorrida nos EUA durante a década de 1960, período marcado pela luta por direitos civis dos negros. Skeeter Phelan é uma aspirante a romancista recém empregada em um jornal local de sua pequena cidade, que tem a ideia de escrever um livro detalhando o ponto de vista das empregadas domésticas afro-americanas sobre as famílias brancas para as quais trabalham, e as dificuldades que atravessam diariamente em meio a uma sociedade racista. A narrativa se desenvolve em uma cidade localizada nos estado americano do Mississípi, um dos mais racistas da época, localizado no sul do país. 

O filme é ótimo, conta com um elenco muito bem selecionado, o qual entregou atuações sublimes. Realmente um dos pontos que não da pra deixar passar em branco ao falar dessa película são as excepcionais performances que podem ser apreciadas, todas as atrizes do filme estão muito bem, mas dou destaque especial a performance de Allison Janney que interpretou Charlotte Phelan, mãe da jornalista Skeeter Phelan. Janney é uma atriz relativamente desconhecida, que antes de "Histórias Cruzadas" havia atuado em pequenos papeis em filmes como "Beleza americana" e "West Wing: Nos Bastidores do Poder".

"Histórias Cruzadas" possui mais de duas horas de duração, mas acredite, a sensação após assisti-lo é de que se passou cerca de uma hora, ele é o tipo de filme tão bom que você não irá notar o tempo correr.

O diretor Tate Taylor também foi responsável pela adaptação da história de um livro para o roteiro, ele entregou um filme sólido, que passa instantaneamente a fazer parte  da lista de recomendáveis para quem deseja conhecer mais sobre essa triste fase da história civil estadunidense.

Em uma escala de 0 a 10, onde 0 é "Os trapalhões no planeta dos macacos" e 10 é "Cidadão Kane", eu concedo a "Histórias Cruzadas" uma nota 9.



Ficha técnica do filme

Ano: 2011
Direção: Tate Taylor
Elenco: Emma Stone; Viola Davis; Octavia Spencer, Sissy Spacek; Cicely Tyson; Bryce Dallas Howard

Review - Batman: Assalto em Arkham


"Batman: Assalto em Arkham" é um longa de animação lançado em 2014 e dirigido por Jay Oliva. O enredo do filme é baseado no Universo criado nos games da série Arkham - se encaixando mais precisamente após o terceiro game da franquia, "Batman: Arkham Origins" (2013). Mas se você não está familiarizado com essa série de jogos, não precisa se preocupar, dá para acompanhar muito bem a história sem conhecer os games.

O filme narra dois acontecimentos que se entrelaçam, Batman trabalhando desesperadamente para encontrar uma bomba plantada pelo Coringa em algum lugar de Gotham, enquanto Amanda Waller convoca o Esquadrão Suicida para invadir o Arkham Asylum e recuperar informações vitais roubadas por um de seus internos, o Charada.

Com alguns poucos furos irrelevantes no roteiro, a história é muito boa, a despeito do titulo "Batman: Assalto em Arkham", Batman é um mero coadjuvante durante boa parte da película, a qual se foca mais no Esquadrão suicida. Acho que se o longa fosse chamado "Esquadrão suicida: Assalto em Arkham" faria até mais sentido... Lembrando que um filme live action do Esquadrão está previsto para ser lançado em 2016, e se você tem interesse em conhecer melhor a premissa das histórias da equipe, este aqui é um bom ponto de partida, além do que você poderá notar o quanto a DC possui potencial para contar boas estórias em longas, podendo ser uma grande adversária para a Marvel no Cinema em um futuro próximo.

Um aviso de cautela aos pais de crianças que adoram super-heróis, definitivamente está não é uma animação para crianças, contém uma violência extrema, quase nudez - eu disse 'quase' - bem como uma cena de sexo implícito entre a Arlequina e o Deadshot.

E se você for assistir o filme, uma ultima recomendação, procure vê-lo na dublagem original, afinal será o produto original, no qual foi feito um sólido trabalho e os interpretes parecem ter entendido muito bem seus respectivos personagens, bem como possuem uma boa química entre si, com destaque a Troy Baker, que deu voz ao Coringa. Baker já havia dublado o personagem na série de jogos Arkham, além disso possui uma vasta experiencia na área de dublagem, tendo por exemplo dublado alguns personagens coadjuvantes em episódios de "Apenas Um Show", bem como tendo dado voz a Clint Barton / Gavião arqueiro em diversos desenhos recentes da Marvel.

Em uma escala de 0 a 10, onde 10 é "Batman: O cavaleiro das trevas" e 0 é "Batman e Robin" (1998), eu concedo a "Batman: Assalto em Arkham" uma nota 7.


Ficha Técnica do filme:

Ano: 2014
Direção: Jay Oliva; Ethan Spaulding

Elenco: Kevin Conroy; Neal McDonough; Hynden Walch; Matthew Gray Gubler (vozes na dublagem original).