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Monday, September 6, 2021

A armadinha em que muitos atores caem ao interpretar vilões do Batman

 


Já está praticamente estabelecido pela ciência neste momento que a galeria de vilões do Batman é a maior dentre os quadrinhos - há até algumas controvérsias, alguns negacionistas instem em dizer que o título na verdade pertence a galeria do Homem-Aranha, mas enfim, o que ninguém nega é que a do Batman é de longe uma das melhores.

Vilões com personalidades e características gerais complexas, desenvolvidos por diversos roteiristas ao longo de décadas dos quadrinhos, chegando muitas vezes inclusive a ofuscar o cavaleiro das trevas como o personagem mais interessante de sua própria revista.

Mas e quando tais personagens são adaptados a outras mídias? Será que a versão entregue está a altura daquela dos quadrinhos?

No âmbito dos games temos a franquia de jogos que sem dúvida faz um bom trabalho com as caracterizações dos personagens e seleciona muito bem os seus intérpretes de voz, confira a seguir alguns exemplos:



Já no âmbito dos desenhos, tivemos algumas adaptações muito boas, o destaque claro vai para Batman: The Animated Series, icônica série animada dos anos 90 que inclusive foi responsável pela introdução da personagem Arlequina, que somente posteriormente fez a transição para as páginas dos quadrinhos.


Então, qual o problema afinal?

O problema está quando nos deparamos com as versões apresentadas em algumas versões live action de televisão e cinema.

Não vou entrar no mérito de avaliar as versões que ganhamos na série de Batman dos anos 60, seria anacrônico criticar tais versões pelo aquilo que buscavam ser e conseguiram, dentro do contexto daquela produção.


Evidentemente que temos interpretações verdadeiramente louváveis, especialmente na franquia de Christopher Nolan, com destaque especial para o Coringa de Heath Ledger, que fez uma atuação formidável sem precisar desrespeitar seus colegas entregando ratos de presente, mas temos também o Duas Caras de Aaron Eckhart e o Bane de Tom Hardy.

É na franquia de Joel Shumaker que encontramos as versões desastrosas de Bane, Charada, Duas Caras, Hera Venenosa e Mr. Freezer. Um total de cinco vilões icônicos retratados como mini coringas irritantes.

Mas é na série de TV Gotham que encontramos as versões mais sofriveis destes personagens.

Por alguma razão, os interpretes destes personagens nesta série escolhem interpretar absolutamente todos estes personagens ricos e únicos como se fossem versões baratas de um personagem tido como mais icônico: o Coringa/ Joker.

Trata-se do que eu chamo de síndrome de Coringa, atores medíocres perdem boas oportunidades de se destacar na pela de ótimos personagens mas preferem errar o papel e fazer uma péssima interpretação do Joker.



Simplesmente lamentável.





Sunday, January 19, 2020

Memórias do Super Nintendo: Asterix

Neste não muito famoso jogo disponível para Super Nintendo você entra na pele de um muito famoso personagem dos quadrinhos franceses, o Asterix. As fases do jogo se localizam em diversos pontos de toda a Europa e do Egito, os inimigos são soldados romanos e vários animais inexplicavelmente agressivos. O objetivo do jogo é resgatar Obelix, o amigo gorducho de Asterix - suspeito que a premissa do enredo seja esse para terem uma desculpa de Obelix não ser um personagem jogável no game.

Há também versões do game para o NES bem como para o gameboy.


Seria mais um simples jogo de plataforma para SNES, seria, se não fosse o nível de dificuldade bem acima da média, que em alguns pontos podem deixar até mesmo jogadores experientes do gênero em dificuldade, desse modo o game ultrapassa aquela linha tênue entre dificuldade como entretenimento e dificuldade exagerada que pode acarretar em alto desgosto pelo jogo. Além disso o game sequer possui passwords! 

A jogabilidade é bem simples, Asterix pode correr, socar e pular. O protagonista pode pegar dois tipos de poções mágicas. Uma o faz invencível por um curto período de tempo - a la estrelinha do Mario -, e a outra lhe permite voar brevemente, tai algo que não sei bem se o Asterix dos quadrinho pode fazer, mas ele tem asas no capacete, então dane-se! Pode voar com ela, oras!


Mas sem dúvida, uma das coisas que eu mais gostava desse game era o fato de, além do inglês, também haver a opção de jogá-lo em alemão, francês ou espanhol. Quando eu era criança e não sabia quase nada do idioma do mestre Shakespeare Stan Lee, mas já era fluente em portunhol, e, em meio uma coleção de cartuchos todos em inglês, em uma época onde traduzir jogos para o português ainda não era algo muito usual, a opção de se jogar algo em espanhol vinha muito bem a calhar.

No mais devo apontar para um recurso revolucionário disponível nesse jogo, o qual possuía um sistema único que após muito tempo jogando questionava o player se este não estaria jogando demais e se não gostaria de parar um pouco. Obrigado pela preocupação mamãe videogame!

Por alguma razão esse jogo nunca foi lançado na América do Norte, tendo sua comercialização restrita a Europa, - o que diminui a possibilidade de um review do Angry Videogame Nerd - a razão para isso seja talvez o fato de que mal ou bem este é só mais um jogo de plataforma em meio a tantos outros que haviam na época e Asterix talvez não fosse visto como um personagem competitivo no mercado dos EUA, sendo mais popular na sua terra natal, a Europa.