Sunday, March 8, 2020

Atos de ódio contra a FOX

O Post a seguir foi originalmente elaborado em 2014, portanto está atualizado quando ao fato de que a Disney recentemente adquiriu a Fox.

Como todo nerd deve saber - ou pelo menos deveria - os direitos autorais para cinema dos X-men e do Quarteto fantástico estão atualmente com a Fox e não com a Marvel. Como bem sabemos foi um longo caminho para os filmes baseados em heróis nascidos na casa das ideias - e para o gênero filme de super-herói como um todo - adquirirem a massiva popularidade que tem hoje, sendo a MCU um verdadeiro fenômeno midiático sem precedentes na História do Cinema. 

Mas no inicio dos anos 2000 não era assim, e a Marvel vendia os direitos de seus personagens para grandes estúdios, se por um lado tivemos filmes seminais que marcaram época, como o "X-men- O filme" e "Homem-Aranha", os quais abriram caminho para outros do gênero, tivemos também algumas atrocidades entregues por este mesmos estúdios, como terceiro X-men e "O nem um pouco espetacular Homem Aranha 2".

O fato é que os filmes da MCU são hoje extremamente populares, a cultura nerd passou-se a confundir com a mainstream quando essas películas passaram a atingir a magnitude que tem hoje. Mesmo que muitos dos filmes da MCU tenhão uma qualidade simplesmente ridícula (Thor 2, Homem de Ferro 3) os fans da franquia são cegos a criticas e costumam sacralizar tais produções. Chega a ser curioso, afinal dos filmes recente da Fox, "X-men: Primeira classe" e "X-men: Dias de um futuro esquecido" demonstraram qualidade superior a maioria dos filmes da Marvel - a meu ver só não são melhores do que "Capitão América: O soldado Invernal", mas estranhamente não atingiram a mesma popularidade. Qual seria a razão para isso? Com certeza a resposta para está pergunta não está no singular, de maneira que é um conjunto de fatores complexos que levaram a tal fato, no entanto, talvez possamos apontar para alguns pontos relevantes, de modo que aparentemente a própria Marvel tem minado o potencial de venda da Fox. Dúvida, aqui vão alguns indícios disso:


Friday, March 6, 2020

Review: Férias Frustradas (2015)

Quando eu era criança não havia internet em casa e a televisão era uma das poucas opções de entretenimento. Revia os mesmos filmes constantemente, com a franquia Férias Frustradas não foi diferente. Creio ter visto  "Férias frustradas em Las Vegas" pelo menos umas cinco vezes. Não me culpe, a era pré internet era a idade das trevas para qualquer nerd.


Eis que quando a franquia voltou ao cinema em 2015, surfando na onda de reboots/ remakes de propriedades populares nos anos 80, eu nem dei bola. 

Mas outro dia, o filme estava passando na TV e eu resolvi assistir, tendo expectativas muito baixas.

Felizmente, eu acabei gostando, trata-se de um soft reboot, ele não ignora os outros filmes da franquia, de que Rusty, o personagem protagonista interpretado por Ed Helms é um dos principais personagens de toda a série, sendo o filho de Clarck Griswold, que é interpretado por Chevy Chase.

Trata-se de uma comédia bastante despretensiosa, mas que cumpre o que está disposta a ser. Um filme bobo que consegue matar satisfatoriamente alguns minutos do seu dia. Muitas das piadas são de qualidade e eu posso afirmar que este é um dos filmes mais engraçados de toda a franquia.

O elenco ainda conta com a participação do hilário Charlie Day, de It's Always Sunny in Philadelphia. Além de Ron Livingston, muito lembrado por protagonizar a já clássica comédia Como enlouquecer seu chefe.

Não deixe de conferir.

Friday, February 28, 2020

Músicas tema melhores que as originais - Vol. 01

Uma abertura sem dúvidas é um elemento importante no sucesso ou não de qualquer série animada. Mesmos abendo disso, algumas vezes os produtores decepcionam na abertura, como nesta versão estadunidense de Cavaleiros do Zodíaco, seria ela a razão por tal anime nunca ter virado febre em tal país? Confira a seguir: 


A canção tema - I Ran (So Far Away) - sequer é original e não empolga.

E DragonBall GT? Se você acha que no Brasil só a música de abertura salva, na Itália eles sequer tiveram essa sorte, ganhando uma música de abertura a altura da qualidade de DBGT:



Mas enfim...

Estes exemplos são pra mostrar como uma música tema é muitíssimo importante para qualquer marca.

Um dos meus passatempos nerds favoritos é comparar diferentes versões de aberturas lançadas ao redor do globo, há muita diferença de qualidade e eu gostaria de divulgar aqui algumas de que gosto e que são diferentes daquelas lançadas no Brasil.


X-Men: The Animated Series
Abertura no Japão



Inspetor Bugiganga 
Abertura na França



Urusei Yatsura / Turma do Barulho
Abertura na Itália


Tuesday, February 25, 2020

Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa (2020) - Não, obrigado

Você já me machucou muito no passado Warner, eu não acredito mais nas suas promessas de blockbusters leves e descontraídos a moda Marvel. 

"Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa (2020)" - e eu vou me referir ao filme deste modo ao longo de todo o texto, porque é este o nome dele -, então, como eu ia dizendo, "Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa (2020)" atiça o meu interesse de ir ao cinema a totalidade de zero.

É uma forma de protesto. Protesto contra o que importa. Contra filmes ruins. 

Eu não vou patrocinar este lixo correndo o risco de incentivar a Warner a fazer mais coisas do gênero filme m*rda.

Mas se for passar na TV, posso até assistir ocasionalmente, sem dar muita atenção ou contribuir financeiramente com tal abominação.

O título: E porque esse título é tão idiota

Se o pessoal do marketing de "Esquadrão suicida" falhou ao não usar mais Batman e Joker - os dois personagens mais famosos do longa - na campanha, o time responsável por divulgar "Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa (2020)" parece ser ainda mais incompetente.

A começar por este titulo bizarro que tenta ser engraçado, mas falha miseravelmente. A versão lusófona do título parece ser literalmente extraída da original: "Birds of Prey: And the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn".

Nos EUA, os cinemas resolveram dar uma banana a Warner e simplesmente mudaram o título do filme para o mais comerciável: “Harley Quinn: Birds of Prey” - que em tradução literal ficaria: "Arlequina: Aves de Rapina". Um título menor e mais digerível para o expectador médio. A personagem mais famosa da película recebe destaque e Birds of Prey/ Aves de Rapina - uma marca pouco conhecida - ficou pra escanteio. 

"Mas nerd, a Marvel fez de 'Guardiões da Galáxia' um grande sucesso, embora fosse uma marca desconhecida". Não da nem pra comparar, na época do primeiro 'Guardiões...' a Marvel já era uma marca estabelecida e respeitada e já tinha um grande público cativo, sem falar que o primeiro Guardiões é um filme razoavelmente bom.

Interessante é que no Brasil os cinemas já estão divulgando o filme como "Arlequina em Aves de Rapina", deveriam ter feito isso desde o inicio, considerando que a maioria do público brasileira é completamente leiga e geralmente os títulos por aqui tendem a ser mais mastigados, explicando melhor do que o filme se trata, em comparação aos títulos originais.

No Chile e na Colombia o filme é titularizado apenas como "Aves de presa", o que meus poderes de portunhol indicam ser a tradução literal de Aves de Rapina. Mas cadê a Arlequina no título? Bom, pelo menos se livraram daquele subtitulo horrível que me causava sintomas de vergonha alheia.

Na Nova Zelândia e na Irlanda, o balde também foi chutado e o filme foi simplesmente titularizado como "Birds of Prey". Acho que ninguém bota fé na Arlequina, deveria?


A emancipação de uma personagem bem irritante

Não me levem a mal, eu estava discorrendo sobre os erros do pessoal do marketing ao dar nome a criança. Acho que Arlequina/ Harley Quinn mereceria destaque num título, ocupando proporcionalmente mais espaço e aparecendo primariamente e não ao final de um subtitulo que muita gente deve desistir de ler no meio do caminho.

Mas Arlequina, particularmente esta versão, é uma personagem definitivamente irritante, já conhecida de outro filmes desastroso, a qual definitivamente eu não quero na minha sopa de protagonistas.

Margot Robbie é uma grande atriz, mas vê-la interpretando este personagem mal escrito é quase tão ruim quanto ver o veterano Tommy Lee Jones dar vida ao vilão Duas Caras.

Arlequina seria uma ótima personagem periférica, mas não alguém que eu queira acompanhar ao longo da maior parte de um filme. Não faz sentido

E as caracterizações? Talvez se Arlequina estivesse realmente caracterizada como a personagem atrairia maior público. Não só ela. De que adianta ter personagens famosos (?) como Black Mask e Huntress se estes não utilizam seus reconheciveis figurinos? Seria como ter um Dr. Octopus sem tentáculos ou um Homem-Aranha sem uniforme. Não vale a pipoca.

Sunday, February 9, 2020

A dificuldade de conseguir moedas comemorativas de 1 real

Estava olhando um post que o companheiro Diário de um Poupador fez há uns anos sobre moedas de real que podem valer mais que o valor de face por diversas questões, uma dessas questões é se a moeda é comemorativa. 
Pessoalmente sou um entusiasta da numismática e muito me empolga ver que o Bacen tem lançado mais moedas comemorativas nos últimos anos. Inclusive ano passado, quando lançou o seguinte belo exemplar comemorativo de 25 anos do Real:
Hora da História: Mês retrasado consegui um destes, estava um tanto alcoolizado num boteco de madrugada - nessa época eu ainda bebia - mas notei que havia pego a moeda - eu sempre confiro as moedas de um real - até comentei com o barman na hora e posteriormente guardei a moeda cuidadosamente no bolso de minha camisa. Fui para a casa de minha mãe - geralmente durmo la aos fins de semana - e coloquei a moeda sobre uma mesa no meu quarto. No dia seguinte, antes de voltar para casa fui procurar pela mesma e para meu desespero descobri que ela havia sumido! Minha mãe havia utilizado para completar o preço de sei la o que. 
O episódio sem dúvida me mostrou que a minoria das pessoas parece ser completamente desinteressada no assunto, olha apenas as características gerais da moeda sem perder tempo em procurar ver o que está estampado nela...
Enfim, gosto de guardar essas moedas comemorativas, mas aparentemente não sou o único, isso porque é dificílimo encontrar uma dando sopa por aí, ainda mais em bom estado de conservação. 
Sei que países como o Reino Unido lançam moedas comemorativas com frequência e parece que o Brasil já entrou na onda - também não é legal que todo ano hajam diversas moedas diferentes, senão perde a graça.
No mais, olha estes exemplos de moedas comemorativas do Reino Unido que circulam normalmente por la - de forma similar as nossas comemorativas de 1 real das Olimpíadas e afins:
Moeda que comora o icônico personagem criado por Sir Arthur Conan Doyle no final do séc. XIX. Ao lado do busto de Holmes há alguns títulos de contos do detetive.

Saturday, February 8, 2020

"Coringa" merece o Oscar? Um filme completamente superestimado.

O Oscar é um prêmio que perdeu muita relevância para mim, especialmente nos últimos anos, quando parece que uma agenda politica dominou a premiação e filmes medíocres começaram a abocanhar estatuetas unicamente por tocar a música politicamente correta.

Desse modo, a questão friamente técnica parece ser muito ofuscada por gente da industria do entretenimento se dando tapinhas nas costas em defesa de uma cultura politicamente correta muito questionável.

Não obstante, o filme mediocre até para os padrões da Marvel "Pantera Negra" fora recentemente indicado ao Oscar de melhor filme. Nessas horas vemos a agenda politica do Oscar agindo em sua forma mais desnuda e descarada.

"Coringa" (2019), foi indicado em 11 categorias na edição de 2020. O que é muito para um filme monumentalmente superestimado como este, adolescentes de 14 anos podem achar que esse alto número de indicações é merecido, mas convenhamos que pessoas adultas sabem que algo não cheira bem no reino da Dinamarca.



Evidentemente que poucos vão contestar uma indicação para o visceral Joaquin Phoenix, um ator notadamente muito dedicado em seu trabalho e acho que a sua indicação aqui é especialmente merecida, afinal é preciso ser um ator muito acima da média para tirar uma atuação de qualidade de um material tão raso que é o roteiro de "Joker" (2019).

Mas convenhamos que uma indicação para Todd Phillips - a mente genial por trás da trilogia "Se beber não case" - por melhor direção é algo completamente fora de lugar.

Claro que tantas indicações para "Coringa" não refletem a mesma agenda politica que impera nos bastidores da premiação e fora responsável pela indicação anteriormente mencionada de "Pantera Negra". 

A explicação é outra. 

Me parece que os organizadores do Oscar estão buscando maior sintonia com o público juvenil. 

Em todo caso, questões técnicas continuam sendo ofuscadas por outras que deveriam ser periféricas ou mesmo inexistentes. 

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Em tempo...

Recentemente o Sr. Phoenix, na premiação do BAFTA, criticou um hipotético racismo sistêmico na indústria. Me pergunta, o que espera Sr. Phoenix, que atores sejam nomeados levando-se em conta a cor de pele? 

Enfim,, suspeito que Phoenix esteja lançando uma dessas pra se enturmar na festa e dizer algo como "olhem para mim, eu também sou politicamente correto!".


Saturday, January 25, 2020

Preço alto dos quadrinhos

Como pagar o alto preço de capa das edições oficiais brasileiras de Marvel, DC etc. em pleno período de crise econômica? Nesse momento de abalo financeiro pelo qual a maioria dos brasileiros está passando, produtos supérfluos costumam ser cortados e, convenhamos, para a maioria das pessoas - as normais pelo menos - quadrinhos e outras nerdices não são prioridades.

O preço pelo qual tais produtos são comercializados também não ajuda, vejam, não é impossível comprar um 'Homem-aranha' todo mês, mas se você possuir mais de um titulo de interesse, aí a coisa já complica. Engraçado - no pior sentido da palavra - as editoras brasileiras aparentemente acharem que em plena Era da Internet - a qual atraí potenciais leitores para outras atividades - este é um preço competitivo.

O preço das HQs está caro atualmente? Eramos mais felizes nos anos 1990 com as revistas de formatinho da Abril? Se você é jovem, não se engane com o preço de capa estampado em uma revistinha da Abril dos anos 1990 que você encontrar em um sebo qualquer, saiba que naqueles tempos o salário minimo nacional não passava de 300R$.


Se você é colecionador das antigas sabe que os preços dos quadrinhos brasileiros sempre foram um problema, mas atualmente com a popularidade não tão alta como antes e com a concorrência de outras formas de entretenimento como a Internet, a situação se agravou.

Então, o que fazer? 


Limitar suas compras a poucos títulos, somente aqueles pelos quais você mais se interessa  é a primeira e mais óbvia atitude. Outra coisa que gosto de fazer é 'peneirar' em bancas por revistas não usadas que, por alguma razão, tiveram seu preço de capa reduzido consideravelmente, mesmo que seja um titulo que em um primeiro momento não me agrade muito, quem é colecionador sabe o quão boa é a sensação de conseguir uma pechincha dessas.

O fato é que após vermos os preços das HQs comercializadas no Brasil notamos que revistas em quadrinhos realmente não são mais coisa de criança - e não me refiro a narrativas violentas.


Colecionar HQs: O atual preço torna inviável
manter uma coleção volumosa atualmente

Review - Liga da Justiça (2017)

Review livre de spoilers 

Então eu finalmente assisti ao recém lançado Liga da Justiça - Justice League - e devo dizer que o filme não me desapontou, em parte porque minhas expectativas com o universo expandido da DC - UEDC a partir de aqui - estão bem baixas.

Ainda assim, eu diria que "Wonder Woman" ainda é por enquanto o melhor filme do UEDC. Mas este aqui não fica muito atras.

Eu diria que de todos os filmes que assisti de  Zack Snyder este é o que mais foge de seu estilo tradicional, mas há uma explicação para isso:  Joss Whedon - diretor de Vingadores 1 e 2 - tomou as rédeas da direção após Snyder ter tido que se afastar por conta do trágico suicídio de uma de suas filhas. Não se sabe ao certo em que nível Whedon esteve envolvido com o projeto, mas sabe-se que ele refilmou algumas cenas na ausência de seu colega.

Dito isso, para mim este filme se aproxima muito mais da leveza de narrativa conhecida de outros filmes de Joss Whedon do que da densidade de Snyder, embora visualmente os tons escuros de Snyder estejam la - e eu mesmo acredito que os filmes da UEDC não tendem a escapar deste visual já estabelecido - a película se parece muito mais com algo de Whedon.

Resumindo, é um filme de Whedon com cara de Snyder.

A música é primorosa, assinada pelo ótimo Danny Elfman - você deve se lembrar dele por, entre outras coisas, ser o compositor da música tema d'Os Simpsons - Elfman muito sabiamente resgata algumas músicas já conhecidas do público como o tema do filme Batman de 1989, assinado por ele mesmo, o tema clássico de superman, assinado por John Williams, bem como o recente tema do filme solo da mulher maravilha, assinado pelo ótimo Hans Zimmer.

Embora eu tenha notado o crédito dado a mencionada música de Willian, confesso que não a ouvi ao longo do filme! Mas sei que ela é utilizada, pois aparece nos créditos finais, pelos quais tive que pacientemente esperar para assistir a cena pós créditos.

Dito isso, se você sabe em que momento está musica aparece, me diga aí nos créditos.

No fim das contas "Liga da Justiça" é um filme leve, bom para passar o tempo, esta de longe de ser um Christopher Nolan, mas até que é um pequeno entretenimento.

Por hora eu rankiaria os filmes do UEDC do seguinte modo:

1- Wonder Woman
2- Justice League
3- Batman v Superman
4- O Homem de aço
5- Esquadrão suicida

"Você não pode salvar o mundo sozinho"
Bom, até que existe alguém que pode...
Avaliação final

Por ser melhor que  maioria dos filmes da Marvel, mas ainda assim sendo mediocre, eu concedo a "Liga da Justiça" uma nota 3/5, nada mal para um filme de Zack Snyder e/ou Joss Whedon.

Quadrinhos Abril/ DC de 2002

No alvorecer do novo século, la por 2002, a Editora Abril fez uma jogada que embora louvável tenha se mostrado ainda mais desastrosa do que Zack Snyder comandando um universo cinematográfico de filmes DC: a editora tupiniquim extinguiu a sua linha de revistas DC chamadas premium - então vendidas a exatos R$10 - por favor, leve em conta que o salário minimo na época era de R$200 - e lançou uma linha compostas por apenas cinco títulos, tratavam-se de revistinhas de cerca de 50 páginas vendidas a R$2,50 cada uma. 

Dentre os títulos encontrava-se, obviamente, uma revista solo do Batman, outra do Superman, uma certa Batsquad - porque BatFamilia de menos é bobagem -, Liga da Justiça e por fim uma revista intitulada Defensores, a qual contava com narrativas solo do Flash, Lanterna Verde e da Mulher Maravilha.

Como visto, a Abril jogou de forma segura com seus títulos, mas não contava com um inimigo pior do que Lex Luthor e que faria o projeto naufragar: as estórias publicadas nestas revistas eram muito ruins!

Sério, quando era criança eu achava estas revistas tão ruins que não pude evitar me deixar levar pela febre dos concorrentes mangás que então já marcavam  forte presença no mercado de quadrinhos brasileiros.

Cada um dos títulos acima citados somente chegou até o número 5, sendo que ao final de cada volume a Abril publicou um texto noticiando o fim da linha de revistinhas, que de certa forma era de leitura mais agradável do que a maioria das histórias:


Mais abaixo uma propaganda das revistas que era divulgada na contra capa das mesmas, perceba como a chamada parece direcionada ao descolado público alvo (crianças recém saídas dos anos 1990): 


Isso é ouro para colecionadores?

Encontrei as cinco revistas Defensores, por exemplo, sendo vendidas no MercadoLivre a R$ 20, eu mesmo não pagaria este valor, mas se você tem muito dinheiro e muita nostalgia pra matar, vai lá, mas tenha em mente que no Mercado Livre tem muito maluco vendendo objetos a valores muito superiores do que realmente valem.

O tempo voa: "Homem-Aranha - Um novo dia" completou mais de 10 anos de lançamento no Brasil

Time Flies... já dizia o nome daquela agora velha coletânea de músicas do Oasis, e não é mentira. Parece que foi ontem que eu compravas as revistas do Homem-Aranha publicadas no Brasil pela Panini e que levavam na capa a inscrição "Um novo dia!".

Embora polêmica  e odiada por muitos ditos fãs do herói, não possuo constrangimento em dizer que esta é uma das minhas sagas favoritas do Aranha, senão a mais.

O fato é que em 2018 a saga completou 10 anos de seu lançamento no Brasil, embora tenha sido originalmente publicada nos EUA em 2007 só chegou as bancas tupiniquins em 2008.

A primeira revista da série fora lançada em Novembro de 2008, contendo a seguinte capa:


A edição Homem-Aranha n° 89 foi a ultima levar na capa a identificação do arco "Um novo dia".


Isso aconteceu a moda da edição original, já que a revista estadunidense "The Amazing Spider-Man" só levava o letreiro "Brand New Day" até a edição de número 564, que fora uma das três edições da revista a ser republicada no Brasil na edição Homem-Aranha 89. Embora muitos fãs gostem de se referir ao arco "Um novo dia!" como se estendendo até a edição 647, desse modo englobando sagas como "Uma nova invasão secreta". Nada mas justo, afinal muitas resoluções importantes de "Um novo dia", como a revelação da identidade do Ameaça, só chegam na edição 585 - publicada no n° 98 brasileiro -. 


Já a edição 647 que contém a história "Brand New Day Epilogue", apontada por muitos fãs como o ponto final do arco "Um novo Dia" -, foi publicada no Brasil em "Homem-Aranha n° 124", já em Abril de 2012.


Como comprar as edições brasileiras

Algumas das histórias englobadas por este arco são realmente muito boas. 


Infelizmente, parecem todas esgotadas na Loja oficial da Panini

Tem muita gente vendendo a preços módicos online, mas creio que o frete não compense, deste modo, uma boa e velha garimpada em sebos parece uma boa pedida para conseguir estas edições a preços bastante justos.

Os Trapalhões em quadrinhos

Nos anos 1990 tudo virava quadrinhos, bom, pelo menos o que fazia sucesso na época, a Turma do Chaves e até a Xuxa viraram personagens de quadrinhos.

Outro grande sucesso da Globo na época não fez diferente.

Os trapalhões estrelaram uma então popular série de revistas em quadrinhos.

Embora fosse um programa de sucesso da Rede Globo, as revistas dos Trapalhões foram publicadas pela Abril, em seu auge.

As revistas apresentavam histórias com as versões crianças dos famosos personagens.




A capa acima é da edição número 1, publicada originalmente em janeiro de 1988; durou 77 edições, até fevereiro de 1993. Ou seja, durante boa parte de sua publicação, um dos trapalhões já havia falecido, o Zacarias, que nos deixou muito cedo em 1990, aos 56 anos.

As revistas eram assinadas por César Sandoval, criador da Turma do Arrepio, outro popular título de quadrinhos entre a criançada brasileira dos anos 80 e 90.

O Didi voltaria a ter uma revista em quadrinhos dedicada a ele, já nos anos 2000, por conta do programa de TV A turma do Didi.

O Brasil Unido contra o sarampo

Em 1992, o Didi dos quadrinhos participou de um crossover com outras estrelas dos gibis da época: Mônica e Xuxa, por meio da revistinha distribuída pelo Ministério da saúde chamada Xuxa, Didi e Mônica contra o Sarampo.


Trata-se de uma revistinha com 12 páginas, nas quais os personagens explicam sobre a campanha.

Eu tenho uma, bastante detonada, achei alguém vendendo uma aparentemente em bom estado, no site mercado livre. O valor cobrado é 25R$, no meu entender é caro, considerando a simplicidade do produto, entretanto tem o seu valor nostálgico e mesmo histórico, então talvez o preço faça sentido.