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Friday, March 6, 2020

Review: Férias Frustradas (2015)

Quando eu era criança não havia internet em casa e a televisão era uma das poucas opções de entretenimento. Revia os mesmos filmes constantemente, com a franquia Férias Frustradas não foi diferente. Creio ter visto  "Férias frustradas em Las Vegas" pelo menos umas cinco vezes. Não me culpe, a era pré internet era a idade das trevas para qualquer nerd.


Eis que quando a franquia voltou ao cinema em 2015, surfando na onda de reboots/ remakes de propriedades populares nos anos 80, eu nem dei bola. 

Mas outro dia, o filme estava passando na TV e eu resolvi assistir, tendo expectativas muito baixas.

Felizmente, eu acabei gostando, trata-se de um soft reboot, ele não ignora os outros filmes da franquia, de que Rusty, o personagem protagonista interpretado por Ed Helms é um dos principais personagens de toda a série, sendo o filho de Clarck Griswold, que é interpretado por Chevy Chase.

Trata-se de uma comédia bastante despretensiosa, mas que cumpre o que está disposta a ser. Um filme bobo que consegue matar satisfatoriamente alguns minutos do seu dia. Muitas das piadas são de qualidade e eu posso afirmar que este é um dos filmes mais engraçados de toda a franquia.

O elenco ainda conta com a participação do hilário Charlie Day, de It's Always Sunny in Philadelphia. Além de Ron Livingston, muito lembrado por protagonizar a já clássica comédia Como enlouquecer seu chefe.

Não deixe de conferir.

Monday, January 20, 2020

Filme "Almas Perversas" (1945)

Christopher Cross é um homem de meia idade com um emprego modesto, casado com uma mulher insuportável, o qual tem sua vida virada de ponta cabeça quando conhece a bela e jovem Katharine 'Kitty' March. 

Katharine seduz Christopher que chega a cometer roubos para atender aos pedidos financeiros de sua amada, mal sabe ele que Katharine somente tem olhos para seu insuportável namorado, o jovem Johnny Prince.

Não quero entregar muito do filme, mas apenas digo que é uma boa pedida, e após assisti-lo com certeza você pensará muitas coisas sobre relacionamentos e o desastre que uma mulher mal intencionada e sedutora pode causar na vida de um homem.

A direção fica a cargo do mestre Fritz Lang.


Filme completo, legendado:




Outro link, sem legendas:





* Originalmente publicado no meu outro blog, Carreira de Concurseiro.

Filmes que assisti nas férias

Quem me conhece sabe que eu sou um grade nerd de games, cinema e quadrinhos, hobbies dos quais me distanciei nos últimos anos por alguns fatores, diria que a questão principal é agenda apertada e também falta de grana - principalmente quanto aos videogames.

Mas nessas férias o que não falta é tempo livre, portanto pude ver alguns filmes que me interessavam, vou fazer uns breves reviews deles e dizer se recomendo ou não. Vamos começar.


Missão: Impossível - Efeito Fallout (2018)


Este aqui é para quem assim como eu é fã de filmes de ação. Já adianto que vou rasgar uma ceda nas próximas linhas.

Se você quer roteiros sofisticados, procure em outro lugar, o que temos aqui é um filme de ação muitíssimo bem executado. Estrelado por Tom Cruise, o cara que parece querer tentar se matar só pra filmar um besteirol.

Eu sou um grande fã do gênero e devo afirmar que a franquia Missão Impossível vai entrar pra década como a melhor do gênero nos anos 2010, colocando a concorrência como 007 no chinelo.

O que mais me incomoda em cenas de ação de muitos blockbusters que vejo por aí, como os filmes da Marvel, é o fato de que a computação gráfica inunda a tela e a impressão que dá é que estamos assistindo desenhos animados. Com Missão Impossível é diferente, tudo que você vê na tela está la mesmo.

Mas admito que o filme não é pra qualquer um, só pros grandes fãs do gênero.


Dois Farristas Irresistíveis (1964)


Clássica comédia de 1964, estrelando o lendário ator Marlon Brando, que surpreendentemente mostra que também tem aptidão para atuar em papeis cômicos.

Me interessei pelo filme porque ele é a  versão original de uma famosa comédia oitentista, "Os Safados" (1988). Infelizmente eu já conhecia a maior parte do roteiro que é idêntico, entretanto, o final é diferente, sendo assim o filme é uma boa pedida, ainda que você conheça a versão de 1988.

Soube que o filme foi novamente refilmado em 2019, sob o título no Brasil de "As Trapaceiras" (2019), o qual tem cara de ter recebido um tratamento feminista, mas pode ser impressão, não vou julgar o filme sem tê-lo assistido.


Entre Facas e Segredos (2019)


Este aqui é para quem gosta de filmes do gênero quem matou, estilo os livros da Agatha Christie. O roteiro é muitíssimo criativo, com algumas reviravoltas interessantes, além de um elenco primoroso, com destaque para Daniel Craig.

O filme parece ter sucumbido a febre de nosso tempo e toca em algumas questões politicas, não vou me aprofundar nestas questões aqui, mas devo dizer, que em grande parte, como liberal concordo com o posicionamento politico que o filme pretende passar, ainda que nestes tempos confusos, a mensagem pareça ser mais digerível por paladares de esquerda.


A Forma da Água (2017)


Eu acredito firmemente que filmes devem ressonar com quem os absorve, se eu não gosto do filme, não me interessa o que o mundo diga, não vou dizer que seja bom, da mesma forma que o efeito contrário pode acontecer, de modo que existem alguns besteirois que eu gosto que mais ninguém parece conseguir tragar. Por exemplo, acho o filme "Joker" (2019) completamente superestimado, mas todo mundo parece discordar de mim. Tendo em vista que recebo respostas até em parte agressivas quando digo que não gosto tanto assim do filme.

Enfim.

Digo isso, para chegar ao ponto de que, a despeito de toda a sacralização deste filme do formidável diretor Guillermo del Toro, simplesmente não vi muita graça no mesmo. O assisti distraidamente na TV enquanto olhava o celular.


Jurassic World: Reino Ameaçado (2018)


Este aqui é bastante fraco, A narrativa não é muito criativa e as cenas de ação sem graça não conseguem salvar o filme.

Dois dos personagens principais são extremamente irritantes, os vilões são caricaturas unidimensionais. Realmente não tenho muito a acrescentar, mas eu disse que falaria sobre todos os filmes que eu assisti nas férias, então...

Ah, só para esclarecer, se você viu o filme, estes são os dois personagens irritantes aos quais me refiro:




Bom, por enquanto é isso, ainda tenho mais férias pela frente, devo assistir mais filmes, qualquer coisa faço uma parte dois ou até atualizo este post.



* Originalmente publicado no me outro blog, Carreira de Concurseiro.

Review: Guardiões da Galáxia Vol. 2 (2017)

Review: Guardiões da Galáxia Vol. 2 (2017)*

Inspirado num post que fiz recentemente, sobre os filmes que eu havia assistido nas férias até então, vou estrear uma nova série por aqui, no qual sempre que assistir a um novo filme - e sempre que possível - falarei sobre o ele. Começarei por Guardiões da Galáxia Vol. 2 (2017).


Guardiões da Galáxia Vol. 2 (2017)


Embora o filme seja de 2017, só fui vê-lo agora (2020), tratava-se de um dos poucos filmes da mega franquia Marvel que eu ainda não havia assistido.

Não me lembro por qual razão não fui assisti-lo no cinema, imagino que o fato de eu não ter sido muito fã do primeiro filmes dos Guardiões, o qual eu acho muitíssimo superestimado. Mas minha opinião não parece ser la muito popular, tendo em vista que o Guardiões 1 possui nota maior no Imdb do que a sua sequência. 

Surpreendentemente este aqui me agradou mais e acredito que seja um de meus filmes favoritos no MCU.

O fato de que a computação gráfica inunda a tela e faz com você esteja necessariamente assistindo a um desenho animado em alguns momentos incomoda um pouco, mas não estraga o filme, que dosa bem emoção com umas piadinhas sem graças tipicas de filmes da franquia.

Destaque maior para o uso das músicas licenciadas, que encaixam muito bem com as imagens da tela.

Recomendo, se você estiver procurando um pouco  de entretenimento leve e não queira nada muito complexo para digerir. 


* Este review foi originalmente publicado no meu outro blog, Carreira de Concurseiro.

Review: A inquilina (2011)


O filme "A inquilina" (2011) conta a história de Juliet Devereau, uma jovem médica em busca de um novo imóvel para morar após terminar com seu ex. Juliet encontra um apartamento espaçoso a um preço acessível, e tem uma boa relação com seu aparentemente simpático e nem um pouco psicótico pacato senhorio. Entretanto, o que parecia ir bem começa a sair dos eixos, quando a protagonista começa a notar algo de errado em seu novo apartamento. Isso porque seu senhorio parece ter desenvolvido uma absurda obsessão por ela. Trata-se de um produção da Hammer Films, estúdio reconhecido pelos gêneros terror e suspense. Apesar da Hammer ser britânica este filme foi filmado em Nova York, nos EUA.

Juliet é interpretada pela ótima atriz Hilary Swank, no entanto, eu confesso que especificamente para este papel acho que cairia melhor uma atriz com maiores dotes físicos, se é que você me entende, mesmo que não seja tão boa interprete quanto a 'menina de ouro', afinal esse filme não oferece muitos desafios interpretativo aos atores. No mais, você pode se empolgar em saber que o veterano ator Christopher Lee está no elenco, mas ele mal aparece no filme, e quando aparece não da pra se dizer que roube a cena... Você pode até se perguntar porque será que Lee aceitou fazer um filme fraco que não acrescentou em nada a seu portfólio, ei, atores consagrados também tem contas a pagar.

Ao final das contas "A inquilina" (2011) é um suspense dos mais básicos, está repletos de clichés típicos do gênero, ou seja, cerveja se você está acostumado a ver filmes desse tipo não há nada de novo aqui, e seu único entretenimento vendo o filme pode ser simplesmente contar os lugares comuns que vão aparecendo no desenrolar da narrativa, bem como um sem número de atitudes estúpidas tomadas pelos mocinhos do filme, ora, sem essas atitudes eles não entrariam em conflito com o antagonista e então não teríamos um filme... Mas prefiro não apontar aqui quais são esses clichês para não entregar spoilers. O que posso dizer é que o filme praticamente não tem roteiro próprio, é uma colagem de clichês.

O ritmo do filme é extremamente lento no inicio, ele simplesmente se arrasta tentando se manter, mas não há muito a contar, a narrativa é bem simples e direta contando com um número muito baixo de personagens, com isso quero dizer que o número de personagens com falas ao longo do filme é menor que a média de um episódio do Chaves. Claro que baixo número de personagens não é necessariamente sinônimo de ruim, mas nesse filme eu vejo como um reflexo da pobreza da narrativa. Resumindo, o filme é chato! É o tipo de filme que você assiste despretensiosamente enquanto faz outra coisa, não do tipo que você se daria ao trabalho de ir assistir no cinema, tanto é que ele foi lançado em um número limitado de cinemas nos EUA, sendo depois lançado diretamente em DVD e agora condenado ao limbo a reprises incessantes na TV à cabo. É um filme ruim, mas infelizmente não é ruim daqueles que você junta uns amigos pra assistir enquanto tiram sarros, nem isso da pra fazer com ele, é um filme pobre, não tem muito a contar ao passar de seus longos 91 minutos de duração.

Em uma escala de 0 a 10, onde 10 é "O iluminado" e 0 é "Emanuelle no Espaço", eu concedo a "A inquilina" (2011) uma nota 4.


Ficha técnica do filme

Titulo: "A inquilina" (2011)
Ano: 2011
Diretor:  Antti Jokinen
Elenco: Hilary Swank, Jeffrey Dean Morgan, Lee Pace, Christopher Lee

Review: Histórias cruzadas


O filme "Histórias Cruzadas" se baseia em um fato real ocorrida nos EUA durante a década de 1960, período marcado pela luta por direitos civis dos negros. Skeeter Phelan é uma aspirante a romancista recém empregada em um jornal local de sua pequena cidade, que tem a ideia de escrever um livro detalhando o ponto de vista das empregadas domésticas afro-americanas sobre as famílias brancas para as quais trabalham, e as dificuldades que atravessam diariamente em meio a uma sociedade racista. A narrativa se desenvolve em uma cidade localizada nos estado americano do Mississípi, um dos mais racistas da época, localizado no sul do país. 

O filme é ótimo, conta com um elenco muito bem selecionado, o qual entregou atuações sublimes. Realmente um dos pontos que não da pra deixar passar em branco ao falar dessa película são as excepcionais performances que podem ser apreciadas, todas as atrizes do filme estão muito bem, mas dou destaque especial a performance de Allison Janney que interpretou Charlotte Phelan, mãe da jornalista Skeeter Phelan. Janney é uma atriz relativamente desconhecida, que antes de "Histórias Cruzadas" havia atuado em pequenos papeis em filmes como "Beleza americana" e "West Wing: Nos Bastidores do Poder".

"Histórias Cruzadas" possui mais de duas horas de duração, mas acredite, a sensação após assisti-lo é de que se passou cerca de uma hora, ele é o tipo de filme tão bom que você não irá notar o tempo correr.

O diretor Tate Taylor também foi responsável pela adaptação da história de um livro para o roteiro, ele entregou um filme sólido, que passa instantaneamente a fazer parte  da lista de recomendáveis para quem deseja conhecer mais sobre essa triste fase da história civil estadunidense.

Em uma escala de 0 a 10, onde 0 é "Os trapalhões no planeta dos macacos" e 10 é "Cidadão Kane", eu concedo a "Histórias Cruzadas" uma nota 9.



Ficha técnica do filme

Ano: 2011
Direção: Tate Taylor
Elenco: Emma Stone; Viola Davis; Octavia Spencer, Sissy Spacek; Cicely Tyson; Bryce Dallas Howard

Review - Batman: Assalto em Arkham


"Batman: Assalto em Arkham" é um longa de animação lançado em 2014 e dirigido por Jay Oliva. O enredo do filme é baseado no Universo criado nos games da série Arkham - se encaixando mais precisamente após o terceiro game da franquia, "Batman: Arkham Origins" (2013). Mas se você não está familiarizado com essa série de jogos, não precisa se preocupar, dá para acompanhar muito bem a história sem conhecer os games.

O filme narra dois acontecimentos que se entrelaçam, Batman trabalhando desesperadamente para encontrar uma bomba plantada pelo Coringa em algum lugar de Gotham, enquanto Amanda Waller convoca o Esquadrão Suicida para invadir o Arkham Asylum e recuperar informações vitais roubadas por um de seus internos, o Charada.

Com alguns poucos furos irrelevantes no roteiro, a história é muito boa, a despeito do titulo "Batman: Assalto em Arkham", Batman é um mero coadjuvante durante boa parte da película, a qual se foca mais no Esquadrão suicida. Acho que se o longa fosse chamado "Esquadrão suicida: Assalto em Arkham" faria até mais sentido... Lembrando que um filme live action do Esquadrão está previsto para ser lançado em 2016, e se você tem interesse em conhecer melhor a premissa das histórias da equipe, este aqui é um bom ponto de partida, além do que você poderá notar o quanto a DC possui potencial para contar boas estórias em longas, podendo ser uma grande adversária para a Marvel no Cinema em um futuro próximo.

Um aviso de cautela aos pais de crianças que adoram super-heróis, definitivamente está não é uma animação para crianças, contém uma violência extrema, quase nudez - eu disse 'quase' - bem como uma cena de sexo implícito entre a Arlequina e o Deadshot.

E se você for assistir o filme, uma ultima recomendação, procure vê-lo na dublagem original, afinal será o produto original, no qual foi feito um sólido trabalho e os interpretes parecem ter entendido muito bem seus respectivos personagens, bem como possuem uma boa química entre si, com destaque a Troy Baker, que deu voz ao Coringa. Baker já havia dublado o personagem na série de jogos Arkham, além disso possui uma vasta experiencia na área de dublagem, tendo por exemplo dublado alguns personagens coadjuvantes em episódios de "Apenas Um Show", bem como tendo dado voz a Clint Barton / Gavião arqueiro em diversos desenhos recentes da Marvel.

Em uma escala de 0 a 10, onde 10 é "Batman: O cavaleiro das trevas" e 0 é "Batman e Robin" (1998), eu concedo a "Batman: Assalto em Arkham" uma nota 7.


Ficha Técnica do filme:

Ano: 2014
Direção: Jay Oliva; Ethan Spaulding

Elenco: Kevin Conroy; Neal McDonough; Hynden Walch; Matthew Gray Gubler (vozes na dublagem original).

Review: Artista do Desastre (2017)

Artista do Desastre (2017) conta a estória real - embora inacreditável - de Tommy Wiseau e sua luta para roteirizar, produzir, dirigir e protagonizar um dos mais infames e ainda assim mais cultuados filmes do século XX, me refiro é claro ao clássico cult The Room (2003), um drama acidentalmente hilário, possivelmente expoente máximo do "Gênero" cinematográfico conhecido pela alcunha "so bad that is good".

Geralmente os egocêntricos dão os melhores diretores do gênero - vide Birdemic: Shock and Terror - com Wiseau não é diferente, sendo inegavelmente um caso que ilustraria bem a teoria do Efeito Dunning Krueger em ação, Wiseau é simplesmente inapto em verificar suas limitações como ator, produtor, diretor e roteirista.

Fato é que The Room não é grande conhecido do píblico brasileiro, o que deve ter ajudado a ocasionar a pouca circulação da película. Em contrapartida atores como James Franco e Seth Rogen são grandes conhecidos do público tupiniquim, o que poderia portanto alavancar o filme se uma boa campanha de marketing tivesse sido feita sobre os dois nomes, mas isso não ocoreu.

Mas, embora tenha falhado miseravelmente em criar um drama do qual pudesse se orgulhar, acabou acidentalmente no brindando com aquela que é possivelmente uma das melhores comédias de todos os tempo, além de uma verdadeira aula de como não se deve fazer cinema.

James Franco está incrível, para dizer o minimo, no papel de Tommy, além é claro de estar em sua melhor forma na direção do filme. O irmão de James, Dave Franco, também entrega uma performance de qualidade, assim como resto do elenco do filme, com destaque para Seth Rogen em um papel hilário, ainda que com relativamente pouco tempo de tela.

Uma comédia absolutamente hilária que vale a pena ser vista.


Imperdível.